Um milhão de famílias mantém direito à cláusula de salvaguarda do IMI

A vigência da cláusula de salvaguarda do IMI termina em 2014, e muitos vão pagar mais imposto. Mas cerca de um milhão de famílias vai manter o aumento faseado. 

As famílias com rendimentos até sete mil euros por ano vão poder manter a cláusula de salvaguarda no IMI, com aumentos faseados do imposto para além de 2014. A chamada cláusula de salvaguarda do IMI - que permite aumentos faseados do valor do imposto a pagar - termina no próximo ano e o Governo optou por não alargar o seu período de vigência para além de 2014.

17/10/2013

Advogados - Jornadas de Formação IAE


O IAE – Instituto dos Advogados de Empresa organiza as Jornadas de Formação, nos dias 25 e 26 de Outubro, no Salão Nobre da OA, em Lisboa. Serão debatidos temas como o novo Regime Jurídico do Inventário; Fiscalidade, IRS e IVA para Advogados; Lei das Rendas; e o novo Regime do Código de Processo Civil.

A entrada é livre a todos os Advogados e Advogados estagiários, mediante inscrição prévia.

Programa disponível em breve.

Inscrições através do email: inst.advogadoempresa@cg.oa.pt
IAE – Manuela Janeiro - 21 882 35 61
 

Famílias em situação económica difícil só renegociaram 84 contratos

Bancos e associações justificam a fraca adesão com a falta de conhecimento dos clientes e a restritividade das condições de acesso. 

A lei criada para proteger famílias em situação económica muito difícil revelou ter uma aplicação muito limitada, segundo os dados ontem disponibilizados pelo Relatório de Supervisão Comportamental do Banco de Portugal. As regras entraram em vigor a 10 de Novembro de 2012, após quase um ano de preparação na Assembleia da República, mas até final de Junho foram renegociados apenas 84 contratos de crédito à habitação neste regime. Bancos e associações apontam a falta de conhecimento dos clientes bancários sobre o regime em causa mas também, e principalmente, a extrema restritividade das condições de acesso ao mesmo. Algo para o qual as associações de defesa dos consumidores alertaram os diferentes grupos parlamentares, quando a lei estava ainda a ser estudada.

In: Diário Económico
15/10/2013

Dívidas ao Fisco aumentam perigo de falências

Domingues Azevedo defende condições de crédito especiais e prazo alargado para pagamento de dívidas ao Fisco e à Segurança Social 

O perdão anunciado pelo Governo, que permitirá que os contribuintes com dívidas ao fisco as paguem sem juros e outros custos até 20 de dezembro próximo, vai levar muitas empresas à falência, alertou ontem o bastonário da Ordem dos Técinos Oficiais de Contas (OTOC). Domingues Azevedo reconhece a necessidade de se conseguir receitas, mas defende que é preciso ver se as empresas têm condições para pagarem as dívidas.

"Parece que as pessoas não pagam porque não querem, mas as pessoas não pagam porque não têm dinheiro", sublinhou Domingues Azevedo, adiantando que esta medida é feita "a custo de algumas empresas, depois de alguns meses falirem e não terem condições para continuar". Para o bastonário, "uma medida destas só faria sentido se fosse acompanhada de um acordo com os bancos na abertura de linhas de crédito específicas" e durante o tempo adequado para que os devedores pudessem efetuar os pagamentos em falta....

14/10/2013



 
Só durante os últimos cinco anos, a Ordem dos Advogados expulsou 13 advogados, revela a edição desta segunda-feira do Diário de Notícias, acrescentando que, na base destas expulsões, estiveram, regra geral, situações de burla ou desvio de fundos dos clientes. 

Segundo o diário, as expulsões aconteceram todas em Lisboa e Porto, isto durante um período em que outros 141 profissionais foram igualmente suspensos da actividade pela Ordem.

No caso relatados, acrescenta o DN, entre os nomes mais mediáticos estão os de Romeu Francês, defensor de Otelo Saraiva de Carvalho no caso FP-25, e de João Vale e Azevedo – o primeiro, ainda em 2011, por desvio de fundos, e o segundo, suspenso pelo período de 10 anos, por violar continuada e conscientemente o código deontológico do estatuto da OA.

Segundo revelou o Conselho Distrital de Lisboa ao DN, pendentes estão ainda 2.381 processos disciplinares.

14/10/2013

Adiado debate sobre requalificação da Função Pública

A presidente da Assembleia da República deu hoje razão a um requerimento do PCP, apoiado pela restante oposição, adiando a discussão das alterações à legislação sobre requalificação da Função Pública, chumbada pelo Tribunal Constitucional.

No início do plenário, o deputado comunista António Filipe defendeu que as alterações propostas pela maioria PSD/CDS-PP iam "muito além" do expurgo das inconstitucionalidades detectadas pelo TC, havendo "um conjunto substancial, numeroso e substantivo" de modificações.

"Estamos, de facto, perante uma nova iniciativa legislativa que justificaria a discussão e votação da especialidade em sede de especialidade na respetiva comissão. Querem, mais uma vez, inovar procedimentos na Assembleia. Depois não nos venham pedir consenso para corrigir as asneiras que fazem", disse António Filipe, após o social-democrata Duarte Pacheco e o democrata-cristão João Almeida argumentarem tratar-se de uma questão interpretativa e que o PCP estava, simplesmente, contra o diploma desde início. 

Assunção Esteves esclareceu que "um diploma pode ser alvo de uma modificação cirúrgica ou sistemática", mas que, "as alterações mais amplas e complexas", caso sejam "debatidas em plenário, não têm procedimento e, portanto, não são constitucionais".

"Na análise que a mesa fez às modificações, considera-se que vão para além das normas declaradas inconstitucionais. Sem querer ser radical, a Constituição exige que a mesa aceite o requerimento. Quem quiser pode recorrer da decisão da mesa", declarou a presidente da AR e Duarte Pacheco e João Almeida optaram por "acatar" e "conformar-se" com aquela interpretação.

Os deputados Nuno Sá (PS), José Luís Ferreira (PEV) e Pedro Filipe Soares (BE) já tinham demonstrado o seu apoio à iniciativa do PCP, defendendo as "boas práticas" regimentais.
"Quem não deve não teme", "aproveitar o suposto aprimoramento da redacção para subtrair remunerações aos funcionários públicos" ou "fazer passar gato por lebre" foram algumas das expressões utilizadas, acusando-se a maioria de "impor a sua vontade pelo número e não pela razão".

Em 29 de Agosto, O TC chumbou três normas do diploma 177/XII, aprovado na Assembleia da República em 29 de Julho e que estabelecia o regime jurídico da requalificação de trabalhadores em funções públicas, após pedido de "fiscalização abstracta preventiva" do Presidente da República, Cavaco Silva....

In: SOL
11/10/2013

Corte de 10% na função pública é incentivo às rescisões

A proposta que o Governo está a discutir prevê um corte transversal de 10% nos salários do Estado. 

O Governo está a preparar um corte de 10% nos salários de todos os funcionários públicos, incluindo titulares de cargos políticos, mas ainda está a estudar a forma como o vai operacionalizar. Em cima da mesa está a possibilidade de a redução de 10% incidir sobre a totalidade do salário ou apenas sobre a parte que excede os 600 euros. O executivo quer fechar a solução final no domingo.

11/10/2013