Mais de 30 mil empresas fugiram ao IVA no 1.º trimestre

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, referiu hoje que foram detetadas mais de 30 mil empresas em situação irregular, de não entrega de IVA devido, nos primeiros três meses do ano. 

"Nos primeiros três meses de atividade da reforma de faturação foi possível já detetar mais de 30 mil empresas com situações ilegais e irregulares de não entrega do IVA devido, com base nas faturas emitidas, e foi possível também detetar mais de 14 mil empresas que, embora não estivessem registadas nas Finanças, emitiam faturas e estavam a operar", afirmou Paulo Núncio numa declaração proferida esta manhã no Ministério das Finanças, em Lisboa.

In: Diário de Notícias
22/05/2013

Mais de 900 milhões de facturas comunicadas ao Fisco


Facturas emitidas no primeiro trimestre permitem maior cruzamento de dados e reforço da fiscalização. 

"Os resultados da reforma da facturação do primeiro trimestre superam largamente as expectativas", disse hoje o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, dando conta que entre Janeiro e Março deste ano foram emitidas e comunicadas mais de 900 milhões de facturas e que esses dados estão a ser processados e trabalhados pela Administração Fiscal. Este balanço foi hoje avançado pelo Diário Económico no âmbito das novas prioridades do Fisco nas acções de inspecção planeadas para este ano e que têm como principais alvos o comércio a retalho e a restauração.

Segundo o governante, que falava aos jornalistas no Ministério das Finanças sobre o Plano de Actividades da Inspecção Tributária e Aduaneira (PNAITA) para 2013, hoje divulgado pelo Diário Económico, os dados das facturas comunicados pelos agentes económicos assumem particular relevância no combate à fraude e evasão fiscais ao reforçar a eficácia da inspecção tributária. Isto porque, explica, com as novas regras da facturação - que entraram em vigor em Janeiro de 2013 - passa ser possível combinar uma fiscalização assente num modelo de inspecção tradicional, de visita às empresas, com os resultados da facturação.

22/05/2013

Raptos parentais disparam


Chegam cada vez mais denúncias às autoridades e associações. Mães são as raptoras em 90% dos casos. Muitas são imigrantes e levam os filhos para os seus países, à revelia dos pais.
Há quase um ano que Jorge e Ana Maria não vêem o neto de três anos. Rafael, desde que nasceu vivia com os avôs em Lisboa, foi com a mãe ao Brasil para visitar a família dela. Nunca mais voltou.
“Estamos desesperados. O meu filho foi para Belém do Pará tentar recuperá-lo. Aqui, não recebemos qualquer apoio do Ministério dos Negócios Estrangeiros”, conta Ana Maria entre lágrimas. “Criei o Rafael desde que nasceu. Ele é português, a mãe não o pode levar assim”.

O número de crianças e adolescentes que são levados à revelia de um dos pais para parte incerta tem vindo a aumentar em Portugal desde 2009, admitem as autoridades. Além dos divórcios e separações, também a crise tem levado muitos imigrantes a regressar aos seus países, viajando com os filhos que tiveram de relações com portugueses, sobretudo para o Brasil e para o Leste da Europa.
Em 90% dos casos, as raptoras são as mães. Recuperar estas crianças transforma a vida dos pais num verdadeiro calvário.

In: SOL
21/05/2013

Despedimentos colectivos vão dar direito a 12 dias de salário por ano

Compensações baixam para 12 e 18 dias em Outubro. Actuais contratos também serão abrangidos. 

Os trabalhadores que venham a ser contratados a partir de Outubro só vão ter direito a 12 dias de salário por cada ano de antiguidade em caso de despedimento colectivo. A mesma norma se estende a outros tipos de despedimento, nomeadamente por inadaptação ou por extinção de posto de trabalho. Por seu turno, os novos contratos a termo terão direito a 18 dias de salário nos primeiros três anos de casa e a 12 a partir daí. Aliás, os contratos a termo certo estão limitados a três anos, embora este tecto possa hoje ser ultrapassado ao abrigo de um regime excepcional. Já os contratos a termo incerto podem ser mais longos.

Quem já está a trabalhar também pode contar com um corte nas compensações, mas o novo regime acumulará com as actuais regras, baseadas ainda em 30 e 20 dias.
Ao que o Diário Económico apurou, esta é a base da proposta da maioria parlamentar, que acaba por ir ao encontro daquilo que o Ministro das Finanças já tinha anunciado em Março. Na altura, Vítor Gaspar explicou que o corte das compensações entraria em vigor em Outubro deste ano e que os novos contratos permanentes teriam direito a 12 dias de salário por cada ano de casa. Já os restantes contratos receberiam 18 dias por ano, nos primeiros três anos, e 12 a partir daí.

Este regime baseado em 18 e 12 dias de retribuição-base e diuturnidades foi a nova solução encontrada pelo Executivo, depois de ter apresentado no Parlamento uma primeira proposta que gerou forte contestação à UGT e que chegou a pôr em causa o acordo tripartido. Nessa proposta, as compensações desciam para 12 dias de salário, sem diferenciação entre regimes. Entretanto, o ministro Marques Guedes explicou que a proposta do Governo entregue no Parlamento seria substituída por um projecto da maioria parlamentar.

21/05/2013

Estado e contribuintes disputam nos tribunais mais de 6 mil milhões em impostos

É 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo o "Diário de Notícias", o Estado e os contribuintes disputam actualmente 6,25 mil milhões de euros nos tribunais, em processos relacionados com o pagamento de impostos.
 
As conclusões fazem parte do último relatório do Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais (CSTAF), segundo o qual há 1.010 processos pendentes envolvendo mais de um milhão de euros, entre os quais 790 estão nos tribunais de primeira instância, 176 nos Tribunais Centrais Administrativos e 44 no STA. No total são 6,25 mil milhões de euros em litígio.

O relatório refere que se observou uma redução de 24% nas pendências (1359 para 1010), embora essa quebra se tenha sentido de forma mais significativa na primeira instância.

Um juíz contactado pelo DN explica que a enchente de processos se deve à agressividade do fisco. "Actualmente a regra é: paga e depois reclama. 
 
21/05/2013

Fisco aperta controlo a cabeleireiros, oficinas e restaurantes

Inspectores querem controlar cumprimento fiscal e detectar contribuintes fora do sistema. Advogados, notários e agências de viagem também na mira. 

Os contribuintes que não declaram rendimentos, mas têm actividade, as pessoas com manifestações de fortuna e acréscimos de património não justificado, os trabalhadores independentes e as empresas de comércio a retalho estão este ano sob um controlo mais apertado do Fisco. Estes são alguns dos sectores apontados como prioritários no Plano Nacional de Actividades da Inspecção Tributária e Aduaneira para 2013 (PNAITA), a que o Diário Económico teve acesso. 

No comércio a retalho, os inspectores tributários focarão as suas acções em áreas como vestuário, equipamentos electrónicos e informáticos, materiais de construção e a área alimentar (supermercados e hipermercados).

"Em 2013, com a entrada em vigor da factura obrigatória e das novas regras de comunicação de facturas, bem como do novo regime de comunicação de documentos de transportes, a Inspecção Tributária é fortemente reforçada", afirmou ao Diário Económico, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais. Para ilustrar a importância das inspecções no comércio a retalho, Paulo Núncio revela que só no primeiro trimestre foram emitidas mais de 900 milhões de facturas nos vários sectores (dos quais 145 milhões na restauração). Em causa está um conjunto de dados que permitirá ao fisco um maior cruzamento de informação.

21/05/2013

Começou hoje terceiro período de greve dos guardas prisionais

Os guardas prisionais iniciaram à meia-noite uma nova greve que vai decorrer até 1 de junho. Desta vez a paralisação é total e não a tempo parcial.

A greve, convocada pelo Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP), vai afetar as visitas dos reclusos e o transporte para os tribunais, sendo apenas feita a abertura das celas para alimentação, assistência médica, medicamentos a e assistência religiosa.

Apenas são transportados para os tribunais, os presos cuja liberdade pode estar iminente.

O primeiro dia de greve arranca com uma concentração dos guardas prisionais, entre as 9h00 e as 11h00, junto aos estabelecimentos prisionais do Porto, Coimbra, Lisboa e Faro.

A paralisação de 12 dias ocorre depois de dois períodos de greve, que registaram adesões acima dos 90 por cento, e de uma vigília, na semana passada, em frente ao Ministério da Justiça.

In: TSF
21/05/2013